Dezembro Vermelho incentiva a luta contra a Aids

 

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Dezembro Vermelho marca o mês de conscientização e combate à Aids no mundo, sendo celebrado no dia 1º de dezembro o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, data estabelecida durante Assembleia Mundial de Saúde, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Em inspiração ao uso do laço vermelho como símbolo da causa, a cor vermelha também foi designada para ilustrar as ações de conscientização realizadas durante todo o mês de dezembro. A ideia da campanha é compartilhar informações sobre a Aids que contribuam para combater o preconceito acerca de pessoas que vivem com a doença e que são portadoras do vírus HIV.  

A UNAIDS, programa das Nações Unidas criado em 1996 com o objetivo de criar soluções para ajudar no combate à Aids, prevenindo o avanço do HIV e oferecendo assistência aos pacientes afetados pela doença, tem acompanhado os casos no mundo e no Brasil, divulgando dados importantes sobre o controle da doença. De acordo com a organização, até o fim de 2018, cerca de 37,9 milhões de pessoas em todo mundo vivem com HIV.

Mas nem todas as pessoas que carregam o vírus vão desenvolver a Aids e grande parte da população tem uma concepção errada sobre o assunto, sendo ainda mais preconceituosas em comentários direcionados a quem vive com a doença.

Entenda as diferenças:

HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

 O HIV é o vírus causador da aids, ele age no ataque às células do sistema imunológico, responsável por proteger o organismo de doenças. Ser portador do vírus não significa que a pessoa irá desenvolver a aids, mas não existe cura para a infecção. Pessoas portadoras do HIV realizam tratamento através de terapia antirretroviral (TARV), que contribui para diminuir as chances de transmissão do vírus, evitando também o seu desenvolvimento no organismo.

Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)

A aids é a doença causada pelo vírus HIV em um estágio avançado. Nesse caso, o paciente pode apresentar infecções oportunistas como pneumonia, infecções fúngicas e parasitárias e até alguns tipos de câncer por conta da baixa imunidade causada pelo vírus da imunodeficiência humana.

A transmissão do vírus HIV acontece por meio de relações sexuais desprotegidas, através do compartilhamento de seringas, materiais perfurantes contaminados e não esterilizados. Também pode ocorrer durante a gravidez, parto ou amamentação (chamada de transmissão vertical).

Janela imunológica

Corresponde ao período entre a transmissão do vírus e a capacidade de detecção pelo teste que identifica o HIV no organismo. Isso quer dizer que durante a janela imunológica, que dura em média 30 dias, os testes de HIV podem apresentar um falso negativo. Por isso, os especialistas recomendam às pessoas que tiveram algum tipo de exposição (seja por meio de relação sexual sem camisinha ou outro método de transmissão) esperem 30 dias para realizar um novo teste.